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domingo, 31 de janeiro de 2010

Narcolepsia

No passado, um momento à deriva
Num sopro de sono mal sarado,
Leva-me ao desespero da Insónia na ferida,
À ansiedade desesperante do que está errado.
Lutava contra a vigília imutável
Que me assombrava em horas nocturnas,
Tornava as memórias vastamente taciturnas
Como uma tela preta incontestável…

Agora… Agora é a antítese, para meu mal,
O desespero ao contrário!
A Narcolepsia torna-me otário!
É algo em que eu quero colocar “sal”
E purgar para não mais aparecer!
…Não existe vigília certa,
Anda tudo discordante,
Não há dia, nem noite reconfortante…
Continuando assim, temo que a sanidade se perca…
Não há música…
Não há sons ou alarmes…
Não há sonhos…
Não há palavras…
Não há rotinas necessárias…
Não há pessoas…
Não há nada!…

Só eu, e o sono profundo…

domingo, 10 de janeiro de 2010

Boa noite…

DSC07207 

Fecho por hoje o alimento intelectual…
Já sinto os olhos a percorrer
Terras por onde quero sonhar
Esquecendo a fome de saber o factual
Ou simplesmente o "saber"
De quem apreciar alimentar o olhar.

A mnemónica ressoa na minha cabeça
Com a teimosia de um velho rabugento...
Já espero o calor que me aqueça
O corpo cansado no leito daqui a um momento.

Visitei há pouco o meu amigo
Passei-lhe as mãos pelo teclado
Lembrando melodias que desejo tocar.
…Ele diz-me que já não lhe ligo...
Não é esquece-lo o nosso fado!
Nem tão-pouco o não ouvir contigo!

A verdade é que a noite vai longa...
Os dedos cansados...
Os olhos enferrujados...
A lucidez não abunda...

O cansaço tomou posse de mim!
O frio jaz lá fora ameaçando
Outro dia de eremita nada resignando
O que a alma pede saudade... É forte assim,
O que a tua presença me faz
Quando aqui não estás...

Olho para dentro do que quero,
Desejo o que sempre de ti espero...
Mando-te um beijo alado,
De Boa Noite suspirado...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Mais outro!!!… Mais a caminho…

Bem, acho que produzi mais uma cousa para mostrar aos meus descendentes e do qual espero que não tenham vergonha… Apesar de tudo devo dizer que até me deu alguma “pica”, o tempo dispendido e os recursos atribuídos e cada pincelada que dei com a língua entre lábios, como quem faz mil e uma forças para não falhar… (é o insatisfeito e o perfeccionista que há em mim…).

Alguém me dirá que foi pintado com tudo de mim (já o disse!) e que apesar de não mostrar a nú o “porquê” ou a inspiração de tal obra, fique-se sabendo que a interpretação está a cargo de quem quiser. Não obstante, o que fiz e agora publico neste post, daqui não sai, dos meus aposentos também não e muito menos estará à venda. Muito devido ao porquê de o ter feito!…

O título que dei foi “A Fisiologia do Gato na Lua”. Só justificarei o “porquê” da fisiologia: pintei a tela alternadamente com o estudo de mecanismos fisiológicos… lol…

DSC07875

Já tenho mais um acrílico duplo na “calha” para oferecer à minha Tia/Madrinha. Depois eu publico aqui.

Acho que com isto vou enveredar por uma carreira paralela na pintura (para além da escrita e da música)! Publicarei mais cousas pintadas por mim que deixo a quem quiser ficar com alguma a troco do que quiserem dar (ou talvez não!… Cada tela, upa upa!)…

Um bem haja a todos vós! =)

sábado, 2 de janeiro de 2010

Há fumo lá longe…

Lua-composição
Hoje pego no fumo que me envolve
Como a morte envolve um defunto
Negando-lhe o bom deste Mundo
Mas proporcionando um prazer que nada resolve.

Olho para a cinza flutuando dos meus dedos
Desenhando figuras no ar que me atormentam…
Introspectivamente sinto cá dentro os medos,
Que o ócio, desesperadamente alimentam.
Sei que não me fazem bem,
Sei que este fumo me assassina aos poucos…
Mas sou eu que tenho a arma apontada a mim!
Sei que curar ansiedades com isto é próprio de loucos!
Sei que nada resolvo assim…

Apago a brasa incandescente no cinzeiro da vontade.
Essa vontade que me engana (é verdade!)
Ao Negar e Ceder ao prazer momentâneo
Que me sobe à cabeça como falacioso sucedâneo
Do bem-estar…

Vejo o fumo lá longe para trás
Deixo os prazeres nicotínicos num cemitério onde jaz
A cinza desse vício que me pode matar!
Para lá não quero olhar!

Um dia poderá assombrar-me, eu sei…
Mas há fumo lá longe…
Como um grito de uma besta que matei!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Primeiros Acrílicos. Últimos?

Bem, devo dizer que parece um “vipe”, mas há algum tempo (anos mesmo…) que ando com um bichinho para pintar e desenhar, quer seja com lápis e papel normal como com carvão ou pasteis de óleo… Mas desta vez… desta vez deu-me para adquirir um cavalete, pincéis “faz favor”, telas brancas, tintas acrílicas (preto, branco, e bourdeux) e meti mãos à obra. Segundo algumas críticas, até merecem o título de “obras”, fica a designação “obra de arte” para quem assim o desejar designar.

Foram duas ofertas de Natal, uma para a “minha-mais-que-tudo” (o nú) e outra para os meus pais (a tela dupla do piano com a rosa caída).

Nú Rosa no piano

Digam-me o que acham? Devo continuar a pintar ou foram umas tentativas demasiado modestas? Terei de escolher a escrita ou a pintura ou nenhuma delas? lol…

Um bem haja a todos! Espero que tenham tido as melhores entradas possíveis em 2010!

sábado, 28 de novembro de 2009

Veemência de Confusões…

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"Mostrei-te um grande defeito, mostrei-te uma fraqueza desnecessária. Não sou perfeito... (...)"

(A noite instalou-se em mim... A luz que me fere os olhos és tu.)

Um dia questionou-me se queria
O que já (supostamente) tinha,
Apesar de assim não lhe parecer...
Instalou-se a desconfiança e o desgosto,
O (supostamente) engano premeditado...

A rima foi a primeira a entrar em coma,
Depois foi a beleza de tudo que era lindo...
Os votos sagrados foram questionados
E quase foram assassinados...
Não por mim, não por Ti...
Foi a Confusão por mim criada.

Menti, ocultei, muito feri!
Pensava que poderia fazer
Algo desagradável desaparecer
Com um plano que escondi.

Bem intencionado ou não,
Fiz nascer uma Confusão...
Algo do qual me arrependo
E não me orgulho, fique-se sabendo!

"Perdoa-me..."

Hoje olho nos teus olhos molhados...
Sei que fui mal interpretado
No que fiz e não deveria sequer ser pensado...
Agora, a luz da noite é minha prisão
O frio mantém os meus membros agrilhoados...
Apenas o que me aquece é o nosso Coração.

"(...) Mas sabes... Nada mudou. Apenas o que é NOSSO ficou mais forte!... Amo-te!"

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Segundo Selo e a contar…!

A minha estimada leitora Angélica Lins fez questão de me galardoar com mais um selo!!! Bem, recorro à minha modéstia e declino inicialmente… mas seria muito mau não aceitar tal honra bem como seria um pouco falta de educação recusar um presente de alguém que o ofereceu tão veemente e cheio de significado.

Aqui está ele:

[selo+vórtice.jpg]

Aproveitem para visitar o “Vortice” porque vale bem a pena, também é um blog cuja força se baseia nas emoções, visuais e interpretadas na escrita!

Obrigado Angélica! * * *

Um bem haja para todos!!!