sábado, 16 de fevereiro de 2008

O Tempo

O que fazemos na infinitude
Do nosso ser? Comandando
A Vida ao sabor do Tempo rude,
Cruel, que rouba, dissertando
O nosso destino incógnito…?
Evitando que nos ajude
Em surpresas que me deixam atónito?

Sei que é o Tempo que temos
Que nos dá o sabor do momento
Não o quanto queremos,
Mas sim fugaz, outras, lento.

É cada substância temporal,
Um suspiro de sentimentos,
Uma comunhão de momentos,
Como gritos do grande mural
Que é a Vida de duas metades
Unidas no sentir, dos tempos fugidios
Mas bons e afáveis, no entanto morosos
Nos feios maus e dolorosos…

O Tempo torna-se inevitavelmente dúbio
Em alturas de sonho e voos em balão
De beijos que inefavelmente se vão,
Festejando o terno Amor doce,
Desejando que mais no céu fosse
A unidade da dualidade que construímos
No que verdadeiramente sentimos!!!...

Apenas construo textos pensados
Com o que senti no momento.
O tempo impede que sejam fados
Instantâneos! Queria eu no sustento
Do doce gosto da tua presença,
Escrever uma obra extensa!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Metades

Subindo a ladeira da Vida
Com altos e baixos sofridos,
Por vezes com alma ferida…
Sempre a incerteza de tempos idos…

Empurrões salteados e rasteiras
Previstas, sempre caímos em nós
Sem ninguém nas esteiras
Ou ouvintes da nossa voz…

Há quem nos diga o que fazer
Mas não conhecem a vontade de viver
Minha, que preconiza a metade perdida
E faz a alma triste, incompleta e sentida.

Sonho acordado com a metade imaginada
Na minha esperança, completando-me!

Encontrei! Não me quero enganar
Reconheço, enfim, a completa metade!
A ladeira torna-se mais aprazível flutuando no ar,
Evitam-se obstáculos que a alma sabe,
Erguem-se morais de quedas desprezíveis…

Sinto forças de outros mundos,
Desejos verdadeiros de superar
O verbo chorar, sofrer, e isolar.
Vejo sentimentos mudos,
Na acção do verdadeiro Amor,
Afastando o medo, o escuro, e a dor.