sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Nada de desanimar!


Embora pareça uma contradição... aqui vai um excerto:

"I think I'm drowning
asphyxiated
I wanna break this spell
that you've created"

"you're something beautiful
a contradiction
I wanna play the game
I want the friction"

"you will be the death of me
you will be the death of me"

"bury it
I won't let you bury it
I won't let you smother it
I won't let you murder it"

"our time is running out
our time is running out
you can't push it underground
you can't stop it screaming out
(...)"

Hoje apetece-me cantar esta música a plenos pulmões!!! =D
Já nem me incomodo com "comissões de ética, de controlo de infecção, de pensos e feridas, de psico-oncologia", nem mesmo com o "conselho de administração"!!! Há que aproveitar a viagem e sorrir às adversidades ao mesmo tempo que sorrimos a quem gosta de nós! =)

A minha recuperação e retorno a uma vida mais saudável tá inabalada, firme, hirta e com pernas poderosas para andar! Viva o Ginásio, a comida salubre, as palpitações e estímulos fóbicos moderados!!! eheheheh (muito obrigado, ainda nem sei como te agradecer...)

Espero que esta música tenha trazido boas vibrações e sorrisos a todos os leitores.

Bem Hajam! =) * * *

(post scriptum: Não me esqueci do piano, nem da escrita na bela arte da poesia!!!)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Horas de Ansiedade


Pois bem caríssimos leitores, aqui este pseudo-artista, pseudo-romântico, pianista-cientista, e todas as amplitudes de adjectivos que me definem ou alguns pensam que me define... Hoje tenho a anunciar um graaaaannnnndddeee acontecimento da minha Vida.

Como tal, e para evitar interpretações erróneas da minha veia poética, decidi escrever-vos na despreocupada e desmazelada prosa que sempre me caracterizou (até mesmo pelas minhas professoras de português, incluindo a minha estimada mãe!).

"E que acontecimento tão grande é esse? Não tens tido emoções fortes nos últimos tempos? Não encontraste o tesouro que parece que estiveste a Vida toda à espera? Eu reconheço esse brilho nos teus olhos!"
.. Bem, boas perguntas, excelentes pontos de vista meu Amigo... Sim tens Razão, mas não é isso que me leva a escrever agora. O que se passa é que hoje, a partir das 00:00 horas deste dia 26, vou deixar de fumar!!! =D

Para não deixar de te dar razão: Sim, tens razão em tudo que me disseste, se calhar é por isso que ainda estou mais motivado em deixar de fumar! Porque para além do teu e do vosso apoio, meu Amigo, ainda tenho aquela intenção de preencher todos os requisitos para uma Vida saudável, digna de fazer parte daquela Vida que me fascinou e ainda fascina!

As primeiras 3 horas estão a ser marcantes... impaciência, irritabilidade, serenidade curta e intervalada com o impulso de sair a correr de casa e ir comprar tabaco a qualquer sítio!!! (Obrigado Dra. Paula por me ter aconselhado a deitar tudo fora, senão estava agora a fumar o que me sobrou à meia-noite). Outros sintomas da privação são a crescente ansiedade (adicionada à anterior ansiedade da minha Vida privada), uma leve insónia e um desejo de chegar o dia de amanhã muito rapidamente!...

Porque é que tou a deixar de fumar?
Pelas seguintes razões:

1. - Podia fazer uma viagem em 6 meses para um destino a meu gosto e sem limitações com o dinheiro que poupava;

2. - Ficarei com uma saúde melhorada;

3. - Darei um melhor exemplo aos meus doentes;

4. - Serei uma pessoa ainda mais activa;

5. - Não terei medo de cheirar a tabaco e assim poder continuar com o perfume que já faz parte de mim;

6. - Terei um sentido de olfacto, sabor e tacto mais apurado;

7. - Darei uma grande alegria aos que me amam e me estimam muito;

8. - Para provar a mim mesmo de que sou capaz!!!

9. - Para me orgulhar de ter tido a coragem de largar um vício horrivel;

10. - Para não afastar ninguém de mim (Tu Zlati! ;) ).

Agora só me resta continuar a resistir à tentação de fumar e espairecer com saúde a sair por todos os meus poros!

Motivação tenho! Motivação extra que só eu sei! Força de vontade é muita! Tenho mesmo de arrancar este defeito de mim!

Bem hajam! =)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Duche com insónias

Sinto a água lentamente a escorrer
Pelo meu rosto de olhos fechados.
As lágrimas misturam-se no sofrer
Deste aperto de sentimentos calados...

O corpo pede esta água quente.
Está desfeito em insónias horriveis,
Ouvindo apenas o bater do coração que sente
E sentindo as mãos sensíveis...

Abro os olhos e deixo-me cair no momento.
Sei que sou capaz. Sei que és meu alento!
A água confunde-se com estas lágrimas de sentimento.
Não! Nunca serão de arrependimento!

Fecho a torneira e deixo-me enregelar,
Tentando dissimular o arrepio na espinha,
Prometendo não me esquecer ou desistir de lutar!
Ainda não viste? A minha determinação não definha!

Abro os olhos e sorrio!
Porque também estou em transe,
Porque me sabe bem tar na montanha-russa,
Porque a seguir a um baixo vem um alto!
Não desistas!
Eu prometo não desisitir e lutar por todas as certezas!

Beijo sempre presente, Zlati...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A pensar em ti!


A minha playlist interpretada por mim esta noite até horas em que posso fazer barulho no prédio (Sim, tenho vizinhos que consideram a música e o meu piano barulho...) é:


- "Sonata ao luar", 1º andamento (Beethoven);

- "Für Elise", (Beethoven);

- "Comptine de un autre ete: l'aprés midi", (Yann Tiersen);

- "The snow is dancing", (Claude Debussy);

- "Clair de Lune", (Claude Debussy);


E mais não deu porque a parva da vizinha já tá a bater com a vassoura no chão.... gggrrrrr!!!


Conclusão auto-crítica: Tenho de treinar mais... Não só pela perfeição da razão da métrica formal ou tempo, sim pelo sentimento que quero transmitir, com a dinâmica que o "pianoforte" me permite.


Bem hajam!

Dúvidas


Lá dizia o meu amigo Seneca
"Não esperançar sem dúvida,
Não duvidar sem esperança"...
Sei que com isso tenho de ter a mente lúcida,
Para que não posso ter demasiada confiança
No futuro próximo e mesmo no presente...
A Vida tem de ser vivida conscientemente.

Esta ambígua consciência
Não é relativa apenas ao Pensar.
Não é exclusivo do Sentir ou Amar.
Por favor... Tenham paciência...

Mas o que queriam vocês de mim?
Já sabem a minha multiplicidade,
Conhecem os meus gostos abrangentes,
Conhecem-me ao pormenor da Verdade
Até os meus defeitos mais adstringentes...

Fico assim a pensar, em romanos e helénicos,
Refugiando-me por vezes no sentir
De uma "Für Elise", ou perfumes fénicos
De um incenso que me ofereceu este "dormir"
Dentro de mim...
Não! Não é o meu fim...

Não estou doido! Não estou louco!
Embora na magnitude das minhas facetas
Seja de tudo um pouco...
É mau?... Deverei juntar-me aos ascetas
E outros eremitas para conhecer a Verdade
Humana, longe de todos os valores humanos,
Renegando os prazeres mundanos
E atingindo a plenitude da consciencia da Realidade?

Dúvidas... Quem não as tem?

Fui críptico até mesmo para mim...
Só sei que tenho de me obrigar a pensar
Quando sou positivista até na incerteza,
Quase como exercício mental...
Não mais que isso.
Seneca tem razão, mas acrescento um sorriso no fim!
:)

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Tema para sonhar acordado


Sinto a areia nos meus pés,
Percorrendo a praia de lés a lés.
Tenho a camisa desabotoada
Deixando o Sol do final da tarde
Entrar como alvorada
No meu peito como pura verdade.

Verdade, que de mim pretendes?
Sabes, a distância que defendes
Com garra e estalo de fera,
Não é mais do que um sorriso
Para mim, nada mais do que uma esfera
Na palma da minha mão, a qual
Aperto e controlo sem aviso!


Não me fere o sol no rosto,
É reconfortante na saudade
Que sinto. É o que é suposto
Sentir com absoluta felicidade
Sabendo que um dia será proximidade.

Este pôr do Sol faz-me sorrir!
Faz-me tão bem como todas as sensações
Que tenho ao ter os pés na areia!
Tenho sim, vontade de fugir
Para perto de algumas emoções,
Mas sempre com a Razão que não se odeia

Eu sei que pode não ser a altura...
Nunca será até acontecer com naturalidade.
Será sempre um sorriso de genuidade,
Espelhando o que sou com a frescura
Do cheiro a maresia,
Suave, doce, com dedos de cortesia.

Bebo pausadamente este sumo na esplanada,
Acabo de saborear este gelado Häagen Dazs.
Fecho os olhos e sinto mais um pouco desse calor...
És Tu que me inspiras na saudade desejada,
É esse teu jeito que me desfaz neste momento,
Ao ver a distância do sol a tocar no mar sem pudor.

Obrigado!
Por me deixares ver como és!
Obrigado, por me fazeres Sentir a areia sob os pés!
A distância não é mais do que um conceito,
Sentir-me e desejar-me perto de ti é realmente um grande feito!
Beijo!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Espero junto a ti


Olho de novo para a fotografia...
Sei que pensas como eu,
Sei que se as cousas fossem diferentes
Outra sorte agora nos sorria.

Torno-me espectante no futuro,
Evitando pensamentos indiferentes
Que atraiçoam o que deveras sinto
Sabendo que nisso não minto.

Espero junto à janela do teu olhar
Um sinal para podermos estar,
Simplesmente, confusos, sorridentes...
Sentindo que também O sentes...

Espero junto a ti, na distância sem adeus.
Eu só não quero que afastes os teus olhos dos meus,
Só quero esperar pela minha vez,
De te mostrar o que o conceito de ti me fez!

Espero junto a ti, cá dentro
Quer no inteligível, ou mesmo no sentimento...
Cada palavra tua é reforço no meu sorriso,
Cada expressão, cada momento, cada aviso...

Espero junto a ti... Paciente
E seguro de mim,
Fazes-me lutar assim, pois sei
Que faço parte do teu Presente.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Good Vibes to Everyone!

Saudações a todos!


Hoje tenho de fazer o Mundo um pouco mais feliz! Já se tornou um hábito e uma missão muito própria da minha pessoa. O que me só reforça a continuar a ser o estúpido emocional e sempre sorridente (sempre que o pode) para os outros! De facto não há melhor presente do que o nosso sorriso. Aconselho vivamente a fazer o mesmo.

Por isto e outras razões, deixo-vos este vídeo:
(As músicas originais são "somewhere over the rainbow" de Doris Gray e "wonderfull world" de Louis Armstrong combinadas num género de rapsódia havaina por Israel Kamakawiwo'ole)



Agora, enquanto ouvem, façam o seguinte exercício:
1. Fechem os olhos;
2. Pensem em cousas belas e simples da Vida;
3. Imaginem-se no melhor sítio do Mundo para se estar ou a melhor sensação para se sentir;
4. Façam um pouco de esforço e imaginem todos os que vos são queridos e muito amados ao vosso lado;
5. Deixem sair um sorriso com naturalidade e simplicidade;
6. Abram os olhos e tentem manter as "Good Vibes" plo menos por uma meia hora.

Bem, é facil falar... Não é nenhuma receita milagrosa... Mas não custa nada tentar!
Eu sei, eu sei... as letras até são um pouco lamechas, utópicas e um tanto nada a haver convosco ou comigo. Mas não neguem que até se identificam um pouco ou mesmo que a música não é bonita e transmissora de "boas vibrações"!

Dedico especialmente este meu centésimo primeiro post a todos os que me mantêm a sorrir face às adversidades, todos os que passaram e gostaram, a todos os que tavam a precisar de ler, ver e ouvir, e a todos os que precisam de um empurrãozinho para se levantarem da cama e sentir no rosto o calor do Sol e a beleza dos dias que têm estado lá fora ultimamente (sim Zlati, é para ti!).

Bem hajam!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Paparazzi


Não sei o nome deles. Conheci-os no castelo onde me pediram para tirar uma foto (eu devia ter ar de fotógrafo profissional de férias, só pode...). Lá fiz o favor com todo o gosto e dedicação de artista...


Mais tarde, estava eu no teleférico a subir para o miradouro da cidade... Lá entram eles na cabine onde estava sozinho... not anymore...


"Então gostaram da foto?"... Responderam-me com dois sorrisos e um uníssono de sotaque do norte, "Sim, gostamos muito!"

Bem... Eu senti-me levado por um sentimento de dever!!! Senti-me iluminado! É isso, é um sinal! =D Fui escolhido para ser o papparazzi pessoal e secreto daquele casal!!!


Mais tarde dei por mim a fotografa-los de longe, meio escondido e disfarçado, como quem não quer a cousa... Acho que não deram por ela.


Conclusão? Consegui dar algum sentido ao dia "estúpido" que é o dia 14 de Fev.: Ficou uma foto engraçada e se calhar digna de uma fotoreportagem subordinada ao tema "Dias estúpidos na época do consumismo" com a simples legenda "A excepção no topo do seu Mundo..."


Bem hajam!

Aperto interior


Agastado e maravilhado...
Amargurado e fascinado...
Desejoso e orgulhoso...
Adjectivos que passam cá dentro
Desta embalagem de um ser tumultuoso
Na dualidade de critérios e sentimentos...
Bem cá dentro nestes momentos...

A antítese rouba-me a lógica,
Tornando a razão uma cousa fóbica,
Ciumenta e invejosa,
De amargura muito copiosa...

Na Verdade é reflexo de cousas boas.
É a dicotomia de quem gosta e
Respeita, calando o preconceito,
Apagando da mente o que não quer ver.
Tiro razões à mente maldisposta
Com o sentimento de coração pseudo-desfeito.
Eu sei que é só um conceito...
Eu sei que o tempo passa a correr...

Embrenho-me no passo lento
Deste Adagio vivace,
Falso e falacioso tempo
Mas, paradoxalmente, como bacci.

Deixar ir! O que tiver que voltar,
Seja com rosto sofrido,
Seja com um doce olhar,
Será inevitabilidade do merecido:
Merecer gostar, merecer Amar.
Deixo um respeitoso beijo no ar!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Cidade berço



Vim conhecer-te oh cidade...
Vim com a curiosidade de
Felino desinteressado no aparente, mas
Conscencioso do inteligível e pertinente.

Vagueio entre as ameias do meu olhar
Encontrando a história por mim desconhecida,
Por estas ruas estreitas no vaguear
De quem não espera, mas deseja encontrar.

Lavo os olhos, refresco-me do Mundo...
Sei que sentes que é melhor ficar mudo.
Sorrio às tuas ruas então!
Visito-te no desejo que não se esconde no meu coração!

Mas, "Tu também és muito importante.",
...Respondo com o silêncio que me permitiste,
Julgando saber como é sentir-se ignorante...
Julgando saber que já me viste
Percorrer este castelo deveras importante.

"Apenas ainda não o mostrei que és..."
Essa frase ressoa cá dentro, estremecendo,...
Escondo-me na espera de cor grés,
Desejando conhecer melhor as tuas ruas
Oh Cidade! Conhecer as tuas duras e cruas
Verdades!... A tons de preto e branco.

Gostei de te ver, oh musa, cidade
Bem cá dentro do meu espanto!
Espero que seja longo de verdade!


Para Zlati. Tão perto e tão longe... No entanto sempre presente!

Hedonismo na espera


O vento lá sopra a inevitibilidade
D'aquele encontro sem iddade,
Na espera que nunca é lenta
No sacrifício apresentado nesta senda

Não há leões petrificados na espera
Não há ninguém que roube essa fera
De dias glórios e aguerridos,
Onde ganhou muitas palavas e tons feridos.

Soma-se estoicamente a espera
Elevando-se o espírito a outra esfera
Mais inteligível onde manda a razão,
Onde se renega a emoção.
Aqui já só há leão petrificado.



Não mais do que um Leão espectante,

Com atitude estóica e determinante.
Sabendo que com a espera que alcança
Obterá cousas bonitas das quais não se cansa
Sabe que parte da espera é hedonismo,
Uma felicidade alcançada pelos nosso intervencionismos.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Pianíssimo



Shiiiuuu... Silêncio
É pedido nesta cabeça...!

Tenho de tocar levemente,
Nas notas que guardo na minha mente
Tocar piano, pianíssimo,
Em sentimento coaguladíssimo
No tempo em que agora mando,
Obedece e não oferece pranto.
Tenho de deixar a prudência atrás
De mim, pois ao meu lado nada faz

Sem ser troça de mim! Furor fica quieto
Só por uns instantes! Olha que é decreto!!!
...Depois não sei de ti quando preciso...
Imagina que a Musa aparece sem aviso?

Piano, pianíssimo, tens de ficar... =(
Lá fora está geladíssimo, mas há sempre
Um irmão teu por perto se bem me lembre...
Levo comigo a emoção empacotada pronta a viajar,
Levo o coração de pedra para me encorajar!

Não te preocupes... Não te olvidarei!
Onde quer que esteja lembrar-me-ei da tua voz
Ansiosa por Tchaykovsky e o seu quebra-noz

Já é tempo de ser impulsivo!
Viva a aventura que jáz à minha frente!
Não vou para me tornar repulsivo,
Mas sim para tocar pianíssimo na minha mente,
Com clareza de espírito e alma.
Abençoado por uma paradoxal calma...

Piano, Pianísssimoooooo.....
Quase a desfalecer
Num doce e eterno estimo!
Pianíssimo sempre em mim!
A ciência vem sempre em recta afim,
Também para mim! =)

Obrigado aos dois!...
Piano dorme na minha mão,
Ciência dorme na minha cabeça.
Juntem-se os dois no meu coração,
Pois isso nunca será, nem crime nem sentença!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Lembrate de mim



"When the dark wood fell before me
And all the paths were overgrown
When the priests of pride say there is no other way
I tilled the sorrows of stone"

"I did not believe because I could not see
Though you came to me in the night
When the dawn seemed forever lost
You showed me your love in the light of the stars"

"Cast your eyes on the ocean
Cast your soul to the sea
When the dark night seems endless
Please remember me"

"Then the mountain rose before me
By the deep well of desire
From the fountain of forgiveness
Beyond the ice and fire"

"Cast your eyes on the ocean
Cast your soul to the sea
When the dark night seems endless
Please remember me"

"Though we share this humble path, alone
How fragile is the heart
Oh give these clay feet wings to fly
To touch the face of the stars"

"Breathe life into this feeble heart
Lift this mortal veil of fear
Take these crumbled hopes, etched with tears
We'll rise above these earthly cares"

"Cast your eyes on the ocean
Cast your soul to the sea
When the dark night seems endless
Please remember me
Please remember me"


Música fabulosa de Loreena McKennitt "Dandt's Prayer"

Por favor lembra-te de mim...

Areias do tempo



Sons distantes, de indubitáveis certezas,
Clamam pela razão deste estado
Que renega um triste, duro fado.
Eu já me apercebi que ideias presas
Alimentam o que está errado.

As areias do tempo são como velas acesas
Num escuro quarto acolhedor,
Onde andam soltas as palavras indefesas
"Definhante", "mediano" até mesmo "furor"!
Tanto faz frio como um ardente calor...

Sons distantes, de esperança galopante,
Querem fazer parte desta Vida sempre escassa
Na experiência sábia e reconfortante,
De quem repara no que à volta se passa
E não quer manter distante.

Não paro para olhar as areias do tempo.
Corro o risco de perder o alento
De ouvir os sons distantes, as velas acesas,
Os sentimentos importantes
E, possivelmente, perder as palavras indefesas.

Estas areias escorrem da minha mão
Espalhando no tempo os meus sentimentos,
Empedernindo (talvez não) aquele coração
Que eu espero conhecer em futuros momentos...


A música é de Michael Nyman ("The heart asks for pleasure first")

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Flutuando!


Não sinto o meu corpo.
Não está dorido, magoado.
Nada me causa estorvo!
Nada me deixa irritado!

Sorrio às dificuldades e vicissitudes,
Desdenho incorretas atitudes
De quem me quer ver desesperado,
Atormentado e malogrado.

Porquê? Porque me vejo a flutuar!
Não! Não é um sonho e não tenho de acordar!
É real na minha noção de momento de felicidade,
Sinto que nada me afecta nesta estabilidade

"É uma utopia!" dizem-me descaradamente!
O que interessa isso? Qual o prazer
Em deslidudir imagens mentais contantemente?
Eu sorrio duas vezes. Sou eu que estou as estou a viver!

Sentir, sentir, sentir, sentir!
Repito com agrado! Do sentir não quero fugir
Para momentos menos bons.
Quero ouvir mais e sublimes sons!
Quero ler mais palavras arrepiantes!
Quero nas minhas mãos movimentos redundantes!
Gestos lentos onde dormem as minhas palavras...
...Provavelmente as minhas únicas escravas
Do tão meu verbo "Sentir"!

Olho para o chão,
E despego-me da minha sombra.
Sorrio para este clarão que me traz
Luz quente para a minha alma!

Não sinto o meu corpo...
Não sinto o tempo nem espaço,
Dou alento a tudo, que com veracidade faço,
Digo, encanto!

Sinto-me flutuando!
Pouso as mãos e deixo-me levar pela inércia
Do momentum, querendo-me sem pressa
Na paciência, numa leve cadência
De sons e palavras dedicadas, delicadas.
Leio-te ávidamente em prudentes palavras...

...Abro os olhos, encontro-os nos teus.
Num egoísmo louco torno-os meus...

Flutuando...!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Como se pode sentir este momento?

Palavras para quê... Os Portishead Sabem-na toda!

Caminhos à nossa frente, como poderemos segui-lo?

Como podemos sentir este momento?

Como tomar opções, quando os outros também opinam?

Como se pode sentir esta estrada?

Como podem eles sentir este momento?

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Poesia sem palavras...


Claude Debussy compôs em tempos um belo livro para as suas crianças. É um livro que tem tanto de simples como de sublime! Consegue mesmo transportar-nos para lugares sem nos mexer, consegue fazer com que fechamos os olhos e imaginemos o cenário tão inefável... tão sem palavras... verdadeiras poesias sem palavras.

Apaixonem-se como eu me apaixonei na altura em que tive o prazer de conhecer a obra de Claude Debussy à uns anos atrás.

Não hesitem em carregar no play! =)

Construção da Poesia!



"Su su.. svelti, veloci, piano, con calma...Poi non v'affrettate, non scrivete subito poesie d'amore, che sono le più difficili, aspettate almeno almeno un'ottantina d'anni.Scrivetele su un altro argomento... che ne so... sul mare, il vento, un termosifone, un tram in ritardo... che non esiste una cosa più poetica di un'altra!Avete capito?La poesia non è fuori, è dentro... Cos'è la poesia, non chiedermelo più, guardati nello specchio, la poesia sei tu.....e vestitele bene le poesie, cercate bene le parole... dovete sceglierle!A volte ci vogliono otto mesi per trovare una parola!Sceglietele...che la bellezza è cominciata quando qualcuno ha cominciato a scegliere.Da Adamo ed Eva... lo sapete Eva quanto c'ha messo prima di scegliere la foglia di fico giusta!!!"Come mi sta questa, come mi sta questa, come mi sta questa.." ha spogliato tutti i fichi del paradiso terrestre!Innamoratevi, se non vi innamorate è tutto morto... morto!Vi dovete innamorare e tutto diventa vivo, si muove tutto... dilapidate la gioia, sperperate l'allegria e siate tristi e taciturni con esuberanza!Fate soffiare in faccia alla gente la FELICITÀ! E come si fa? ...fammi vedere gli appunti che mi sono scordato... questo è quello che dovete fare...non sono riuscito a leggerli!Per trasmettere la felicità, bisogna essere FELICI e per trasmettere il dolore, bisogna essere FELICI.Siate FELICI!!!Dovete patire, stare male, soffrire.. non abbiate paura di soffrire, tutto il mondo soffre!E se non avete i mezzi non vi preoccupate... tanto per fare poesie una sola cosa è necessaria... tutto.Avete capito?E non cercate la novità... la novità è la cosa più vecchia che ci sia...E se il verso non vi viene, da questa posizione, né da questa, ne da così, buttatevi in terra! Mettetevi così!Ecco... ohooo... è da distesi che si vede il cielo...guarda che bellezza...perché non mi ci sono messo prima...I poeti non guardano, vedono.Fatevi obbedire dalle parole... Se la parola 'muro' non vi da retta, non usatela più...per otto anni, così impara! Che è questo, bhooo non lo so!Questa è la bellezza, come quei versi là che voglio che rimangano scritti li per sempre...forza, cancellate tutto che dobbiamo cominciare!La lezione è finita.Ciao ragazzi ci vediamo mercoledì o giovedì...Ciao arrivederci "

Este trecho do filme "O Tigre e a Neve" é simplesmente brutal!

Este homem consegue mesmo mostrar o que é ser poeta! =)

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Momento lento...


Movimentos lentos na minha mente
Repensam os acontecimentos do recente,
Somam o passado, o presente e o futuro,
Tentando resolver a estabilidade num puro
Sentimento de pertença...
Buscando a verdadeira essência
Do meu ser, estar, falar, pensar...
Capacidade de gratuitamente amar.
.
Revejo-me em notas mentais
De outros tempos, onde cresci nos inefáveis
Momentos lentos que adensam como espectrais
Na minha personalidade e sentimentos afáveis.
.
Lembro-mo do bom que é ser despercebido
Dentro da multidão, vendo o pobre na esquina,
O senhor lendo o jornal por outro já lido,
Todos rugindo na violência da velocidade da Vida...
É, perante os olhos, neste passar lento da câmara,
Que vejo o que sou, o que faço, o que sinto
Neste Mundo tão fácil e onde não minto
Sobre cousas sublimes como esta doce chama!...
.
Ergo o coração ao vento,
Fecho os olhos num momento,
Sonho a preto e branco fascinante,
Deixando-me levar por mais um instante
Lento no sentir, rápido nas horas...
.
Quanto de ti sentes que adoras?
Quanto tempo mais demoras?

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Terror de dia (Rachmaninoff)


Oh dia fastidioso e cansativo!...
Oh raiva acumulada vinda comigo!...
Oh estupidez que abomino em muita gente!
Oh terror que estiveste na minha mente!
...
Chego e com um Rachmaninoff descarrego
Tensões acumuladas, emoções controladas,
Que ameaçavam o meu próprio ego
Em palavras desnecessárias e malfadadas!
O que fui escolher! Outro unicórnio no meu viver!
Prelúdio que só tu me atormentas!
Terror nessas notas curtas nada lentas!
...Contigo já aprendi a sofrer!
Forte sostenuto, pianíssimo
Em revolta a tudo! Irritadíssimo
Até ao crescendo da porra da coda!
Mas um dia serás toda,
Uma Opus na ponta
Dos dedos meus, vezes sem conta!
A Emoção que me abarca turva-me o engenho,
A imperfeição da técnica magoa-me cá dentro.
Esta tua obra dá-me força que não tenho
Para libertar gritos e meios-tons ao vento!
Terror de dia...
Já tenho a vizinha de cima armada em estúpida,
Ela está cada vez mais larga e túrgida.
Levava agora boa resposta se eu no corredor a via!
...

Reforços inacabados.

Uma criança brinca no beco largo
Do seu bairro citadino.
Chuta a bola para um cantinho,
Salta pela relva do cimento parco
Naquele lugar...

Divertida e inconsciente, sorria
Aos amigos imaginários que ia conhecendo
Nos seus pulos de contentamento,
Com o sol ainda longe do fim do dia!

Um dia conhece um vizinho inesperado
...Primeiro estranha: "És deste bairro? Deste lado?"
"Não sou não, mas também quero brincar!"
A criança vibra com brilho no seu olhar,
Rasga um sorriso no rosto e desata a jogar!

............................................

E agora tempo para o desafio!!!!

Quem é que tem coragem de tirar a bola aos meninos ou raptar um deles para por o outro a chorar?!

Quem é capaz de terminar um reforço destes tão positivo?

Quem é capaz de acabar com a experiência deste parvo poeta?

Quem é que tem coragem de fazer alguém chorar...

...Quem é que mete juízo nesta cabeça!?!?

Quem é que reforçava o poeta para a história continuar?



Aqui está uma bela pergunta no ar! =)
Digam o vosso pior!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Sangue!

Não,
Este post não é um apelo à violência,
Nem é tão pouco uma provocação
A alguns susceptíveis de coração.
É sim um pedido humilde e de reverência
A quem precisa desse líquido tao precioso,
Que tantas vidas salva, que tantas lágrimas poupa.
Não custa nada, somos bem tradados,
Com a noção de missão cumprida somos sempre louvados
Eu hoje dei! E tu? =)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Redenção


Caminho entre brumas e sombras
Nestas horas tão demasiado longas
Vendo a Vida a e Morte tão juntas,
Silenciosas perante as minhas perguntas
Sobre o significado do sofrimento,
Sobre a perda de alento...

Vejo espectros em meu redor
Gritando em surdina uma dor
Tão deles, tão universal
Por não serem os únicos!
Nunca vi tanto sofrimento junto
Em tão arrepiante Mundo.

A noção de efemeridade
Preenche-me e aconchega
O meu espírito insatisfeito.
A Morte é uma realidade,
O fim das cousas sempre chega
Para tudo neste Mundo, criado ou feito.

Estendo a minha mão,
Abraço os espectros em pranto,
Dou-lhes um pouco do meu coração,
Um pouco do meu sorriso. No entanto,
De modo insuficiente e fugaz,
Tento aliviar o fardo que carregam
Guia-los no destino que não negam.

A Redenção destas almas
Reside na sua resiliencia,
Esperando as finais horas calmas,
Tentando fazer do sorriso uma ciência.

Aquela atitude fria e distante
Que tenho: uma defesa concerteza
Que a lógica obriga, cedo é desmascarada.
A mão aperta, o coração em galopada,
O olhos contraiem-se de tristeza,
Mas o sorriso torna-se grande!

Para a F.G.
Que continues a encantar sorrindo à Morte
Sempre e onde quer que estejas

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Limites


Hoje decidi indagar-me sobre mistérios
De outros pontos de vista, opiniões.
Modos de viver bastante etéreos,
Modos de esconder ou mostrar corações.

A verdade é que fico fascinado,
Com pessoas que têm outra atitude
Perante a Vida, conseguindo a plenitude
Que eu gostava de já ter encontrado.

Alguns definem-se nos extremos
Do tempo finito, das emoções desmensuradas,
De vivências extraordinárias, que depois lemos
Em livros pintados a preto e branco
De páginas sem imagens censuradas:
Ou é muito forte ou é muito brando!

Outros admiram o milagre da Vida
A cores num Mundo tão feio e imundo,
Mas tão belo em sensações!
Os Cinco sentidos cantando todas as emoções!

Não! Não é uma crítica, é fascínio!
Dá vontade de explorar com escrutínio
Esse teu Mundo deveras definido.
Não! Não pretendo que mudes em tempo algum!
Sei que é um Mundo já teu e muito querido!
Preto e branco? Entendo! Quero saber mais!
Quero descobrir com a vontade de marinheiro
Estreante à espera do navio no cais!
Imaginando não um tesouro com jóias ou dinheiro,
Mas sim indagando se encontra mais uma experiência
De Vida, mais um lição nesta ciência
Que é viver!!!

Extremos? Já passei por um: Nasci!
Altos e baixos? A toda a hora!
Duas cores? Só se for Due corda.
Emoção? Todas, intensas, magníficas: já as Vivi
Quem já não?

Obrigado Zlati

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Diletante...

Sento-me acompanhado de um licor,
Uma pauta de música e
Um cigarro acesso... Penso na cor
Que me preenche neste vazio,
Pedindo às teclas que esqueçam o frio
Deste dia cinzento... por favor,
Só um pouco de alento...

Invoco Chopin?... muito deprimente.
Chamo Beethoven? Pode ser.
Passeio pelo Jazz na minha mente,
Recordando o que deixei de ver
Numa outra pauta...
Recordando o que me faz falta!
Encho outro copo de ébriedade,
Solto uma cinza teimosa
Em honra ao que já foi verdade.

Já escolhi! Liberto os dedos diletantes
Em teclas pretas e brancas,
Fechando os olhos distantes
Imaginando que és tu que cantas!
É tudo falso! Só eu e tu meu amigo
Negro que alinhas sempre comigo
Em notas e ritmos loucos,
Juntos pertencemos aos poucos
Diletantes, boémios, nostálgicos...
Mas verdadeiros!

Deixa o tempo passar nos esteiros
Da nossa fútil existência!
A música guia-nos no vazio
Que este Mundo diz que já viu...
O cigarro pendurado nos meus lábios
Já incomoda, o licor vai no fim...
Sim meu amigo... vou terminar assim.
A Vida também tem pausas, dizem os sábios!

Simplesmente


Simplesmente ser...
Sem um concreto querer
Nesta Vida de estalos e beijos,
Sonhos comandados por alguns desejos...

Simplesmente deixar de procurar
O que mais queremos e enganar
O que realmente desejamos
Para evitar muitos enganos
E desilusões...

Simplesmente deixar passar os verões
Da nossa vivência sem propositados encontrões...
Não querer cair desnecessariamente
Para não ferir coração e mente...

Simplesmente ser verdadeiro
No egoísmo do que somos verdadeiramente,
Sem altruísmos falsos, cultivando o derradeiro
Sentimento que nos torna únicos, evidentemente...

Simplesmente escrever o que mais nos toca,
Falar o que mais nos irrita,
Gritar sem ouvir resposta em troca
Confidenciar a quem também nos critica.

Simplesmente transmitir cousa nenhuma,
Só para ver se vemos mais do que na penumbra
Desta Vida tão ingrata e justa,
Que nos obriga a Viver à custa
De nós próprios... Reles e abençoada condição!
Quero simplesmente força para este coração!

Simplesmente repetido as palavras importantes
Que me escondem, as palavras diletantes
De estados de espírito...
Ao fim ao cabo, simplesmente um conhecimento empírico
Simplesmente olhar as cousa insignificantes:
Uma flor na berma da estrada,
Uma nuvem com forma engraçada...
Simplesmente fazer delas cousa importante!

Este poema não é deprimente.
É fruto da minha mente,
É obra do meu coração,
É felicidade falaciosa com compaixão
No que vivo, no que sinto, no que me agarra a atenção!