terça-feira, 31 de julho de 2007

Síndrome Calimero

Ainda se lembram daquela série de desenhos animados cujo principal personagem era o "Calimero"? Sim! Aquele pinto preto (não que seja racista) que ainda tinha restos da casca, de onde nasceu, na cabeça de uma forma mesmo estúpida. Lembram-se provavelmente da sua célebre frase que parvo do pinto fazia questão de deixar em todos os episódios que era "isto só me acontece a mim...!"...

Pois bem, há pessoas que se idenficam com o célebre pinto estúpido, pela sua característica forma de mostrar que é um coitadinho, que tudo lhe corre mal, e que o mundo só lhes cai em cima e de mais ninguém. Esta imagem pode ser transparecida de modo consciente só para chamar a atenção ou de modo inconsciente por ignorancia dos problemas alheios e decerto mais graves. É um grave problema psicológico e tem direito a ser descrito como um síndrome, uma verdadeira condição patológica!

Isto pode parecer uma auto-crítica bastante acertada porque eu até à pouco tempo era um calimero inconsciente dessa condição. Tive ajuda e agora tou em fase de recuperação... Este síndrome, que infelizmente não é descrito nos anais da psicologia requer como tratamento uma boa dose de estalos e portas no nariz de forma a acordar para a dura realidade: há sempre alguma m*rda que acontece nas nossas vidas. Convém é não dar importancia a essas m*rdas e seguir a vida sem dizer "isto só me acontece a mim", caso contrário as pessoas que sofrem deste síndrome acabam por acabar na redundância e saturar quem até tem paciencia para ouvir os lamentos característicos.

Amigos e estimados leitores... ajudem estes pobres "coitadinhos" que não o são. É só uns estalos e uns murros no estômago para acordarem! Nada mais simples!

Como disse tou em fase de recuperação... já agora aproveito a oportunidade para lançar um referendo sobre o mesmo: Estarei curado? (referendo reservado a quem realmente me conhece). Se calhar é mesmo um referendo para saber quem realmente me conhece... lol

Bem hajam! =) * * * *

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Não Procures, deixa-te encontrar...

Um dia procuras o que mais queres
Ou pensas que te é destinado.
Outro dia descobres que perderes
O que pensavas que querias é triste fado…

Desilusão atrás de desilusão,
De todas as cousas que se calhar
Não passam de sensação,
Sem sentido… A sensação de falhar…

Voltar a abrir os olhos, difícil é.
Mas que remédio! É na fé
De voltar a encontrar
Que tira a razão do procurar!
Sentir que cresce a ansiedade,
Tira a força da felicidade
Que nos aguarda pacientemente…

De que vale a pena procurar um beijo
Ou uma carícia há muito desejada?
Encontrar sabe muito melhor!
“Na espera de encontrar, eu vejo
A pessoa verdadeiramente amada,
E logo sentirei o beijo de cor!”

Um dia pergunta-te se é verdade
Aquilo que procuravas na realidade,
Quando com o espírito incauto encontrares
Por mero acaso numa troca de olhares,

Basta um encontrão!
Sentimentos dantes ignorados,
Desejos negados mas depois desejados!
E quando tu dizias “não!”,
Desdenhavas em vão!

Não negues palavras que possas engolir
Se um dia com elas pode te apetecer fugir.
Também não procures nem negues o verbo Amar…
Encontra-te antes e deixa-te encontrar!

Bem hajam! =) * * * *

terça-feira, 3 de julho de 2007

SENTIR!!!

A brisa da manhã levantou...
O Sol, afável e quente,
Ilumina o rosto lavado
Da minha alma que tanto sente,
E depressa o sentimento se torna alado...

Foge do meu corpo,
Mostra-me o que dantes não via,
Ensina-me sobre a realidade
Do que pensava que sentia,
Elevando-me na mais pura felicidade!

E o ar que me rodeia é meu!
Os barulhos que eu ouço sao música!
Esta loucura saudável é minha!
Embora a minha consciencia seja lúcida
Mas a minha felicidade com isso não definha!

Sinto o calor de um beijo,
Uma mão que, o meu cabelo, afaga,
A pele macia e perfumada
Contra o meu peito, e sinto o desejo!
E no fundo o sentimento!...
Algo que nos vira do avesso
E nos dá novo alento!...

E o coração bate a passo lento...
Sem palavras...
Sem preocupações...
Só dois corações e
Uma cumplicidade...
Num tempo quase parado...

Sinto! Vivo! Num novo vigor encontrado!
Chorar, rir, não interessa!
Não me vou cansar na pressa
De encontrar e voltar a Sentir!