quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Hipnose


Bem queria eu, um dia talvez...
Ou melhor, daqui a um, dois ou três,
Experimentar uma vivência
Diferente da tradicional ciência...

Dizem ser algo que alcança o inconsciente,
Algo que encontra o que em nós está dormente,
Esquecido, recalcado, escondido
Do nosso consciente iludido
Com a realidade que no presente criamos.

Pergunta-me onde estamos!...
Não... Insisto! Pergunta-me o que quero
Agora! Juro que não o altero,
Sob pena de infidelizar a minha personalidade!

Qual personalidade? Sugeres Hipnose?
Isso come-se? Bebe-se? É uma espécie de pose???
AHhh, é uma "instrospecção assistida"!
Vais ver o meu subconsciente e rir-te divertida!

Vai ser do género em que regrido a tempos de infância
E recordo o medo daquela professora de tamanha arrogância?
Vai ser do género em que revivo uma dor tão imensa,
Ou uma felicidade tão inefável e intensa?

Vai directa ao assunto!
Explica-me lá o que me queres fazer...
Não é nada do outro mundo pois não?!
Receio não ter coragem para me deixar ler
Por alguém, por ti...

Sei lá... Eu tenho muito de bom,
Algumas de mau cá dentro também...
Receio ser diferente dentro de mim...
Receio estar iludido na minha maneira de ser...
(Até nem rimou... ve lá o stress!...)

Trata-me bem.
Confidencia-me o que eu disse
Perdoa-me a vontade de depois te agradecer,
...Já sabes que é a minha maneira de ser!

Venha a Hipnose!!!
Não há de ser mais
Do que ansiolíticos em "pseudo-dose"!
... Mas pára quando axares que é demais
O que ouves sem o consciente a mandar calar!

Nem imagino a desarrumação cá pra dentro,
Mas deve ser muita e com direito a dormir no relento,
Como um castigo à minha mente má...
...Como se enviasse um "ré" para o lugar do "lá"!
Castigo supremo!!! =)

Venha a hipnose
Mas depois não a use como trunfo!
Não quero ninguém que me goze!!!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Onde dormes?


Onde dormes tu Musa minha?
Onde é o teu leito de suave tecido
Com o teu perfume nunca por mim esquecido?...
É o firmamento estrelado
Teu lençol de noite de verão?
É o teu suspiro encontrado
Nas palavras que eu
Escuto na minha imaginação?

Imaginação... Estórias falaciosas
Da minha criatividade
Inspirada pela tua verdade,
Musa adormecida e tão de mim ciosa...
Sinto-me dormente
No teu doce sussurro de brisa do mar,
Mesmo ao meu lado tão levemente...
Acorda-me deste entorpecimento!
Sugere-me o verbo sublime: "Amar"!
Só por um momento...
Só para me relembrar...

Onde dormes tu Musa escondida?
Onde estás para te poder reencontrar?
Não és um conceito ou abstração perdida,
É génese da minha Arte de encantar
Quem quer sentir o sentimento,
Amar o Amor,
Sofrer o sofrimento,
Abraçar este ardor
De a todos mostrar
A razão que me dás para acordar!

Onde dormes tu?
Seja num palácio, seja no relento,
Seja comigo na minha mente...
Guia a minha mão neste momento,
Dá-me o dom da escrita fluente!

Onde dormes tu...?
Boa Noite.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Too much Love will kill you

Já há muito tempo que não escrevo em prosa. Habituei-me à Arte de não me mostrar completamente e dar algum espaço para interpretação a mim próprio, quase numa de introspecção... A poesia tornou-se minha amiga e companheira de todos os momentos: os bons e os maus, não para me destacar da multidão, não para um público ciente de todas as minhas vivências pois muito do que escrevo são cousas que só a mim me dizem respeito e eu conheço de olhos fechados.

Nos últimos tempos tenho andado num coma disfarçado, num estado que eu agora repudio com todas as minhas forças! Deu-me forte... forte a valer... A verdade é que agora sinto vontade de desabafar e libertar isto que me corrói por dentro e me está a tornar uma pessoa pior e fria e incapaz de seguir em frente.


Houve uma pessoa a quem eu fiz tanto de bom com tanto altruísmo que me esqueci de pesar o Amor (o verdadeiro) que era dado de ambas as partes... Conclusão? No final de tudo Amei demais!... Erro que frequentemente cometo mas que desta vez me destruiu por dentro. Lá dizia o Sr. Mercury na sua música "Too much love will kill you":


I'm just the pieces of the man I used to be
Too many bitter tears are raining down on me
I'm far away from home
And I've been facing this alone for much too long

Oh, I feel like no-one ever told the truth to me
About growing up and what a struggle it would be
In my tangled state of mind
I've been looking back to find where I went wrong

Too much love will kill you
If you can't make up your mind
Torn between the lover and the love you leave behind
You're headed for disaster 'cos you never read the signs
Too much love will kill you every time

I'm just the shadow of the man I used to be
And it seems like there's no way out of this for me
I used to bring you sunshine
Now all I ever do is bring you down, oooh
How would it be if you were standing in my shoes
Can't you see that it's impossible to choose
No there's no making sense of it
Every way I go I'm bound to lose, oh yeah

Too much love will kill you
Just as sure as none at all
It'll drain the power that's in you
Make you plead and scream and crawl
And the pain will make you crazy
You're the victim of your crime
Too much love will kill you every time

Yeah too much love will kill you
It'll make your life a lie
Yes too much love will kill you
And you won't understand why
You'd give your life you'd sell your soul
But here it comes again
Too much love will kill you
In the end
In the end

Ufff... Ainda sinto que tenho de deitar mais para fora. Tive doente e agora sinto-me curado apesar disso!

Segunda conclusão?... Pois, por muito bom que tenha sido, por muito que me tenha feito crescer enquanto homem e enquanto pessoa, por muita lágrima que me tenha caido da face ou por muito sorriso e gargalhadas em plena cumplicidade, por muitas provas dos dois lados, agora vejo que essa pessoa não me merece, não pelo tempo que durou mas sim pelas razões que levaram a ter acabado.


É triste admitir isto... Não me arrependo de nada, não rasgo fotos ou lembranças porque fingir que não aconteceu é recalcar para um dia me recordar e me tornar numa má pessoa, mas gostei de a ter conhecido! Arrisco-me a dizer que a considero uma grande amiga apesar de algumas atitudes que me fazem confusão... Arrisco-me a dizer que se ela um dia precisar terá um ombro amigo "with no strings attached"... Arrisco-me a ouvir outra vez: "Sabes porque gosto de ti? Porque tu não pedes nada em troca!..."

Porra! Mas não consigo ser diferente...

Porra! E agora onde me agarro? Ao trabalho, à minha vaidade adormecida, a quem eu me dedico e se deixa ser alvo da minha dedicação, às pequenas cousas do dia-a-dia que trazem felicidade, às pessoas que precisam de mim, à Arte!


Serei mais frio hoje do que antes? Not a chance! Serei sempre o emocional e open-minded de sempre!

Mas aprendi... Too much Love will kill you!... Não cometam o mesmo erro! Pela vossa saúde emocional!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Who am I?

You Are From Mercury
You are talkative, clever, and knowledgeable - and it shows.
You check in with your friends as often as possible!
You're witty, expressive, and aware of everything going on around you.
You love learning, playing, and taking in all of what life has to offer.
Be careful not to talk your friends' ears off. Temper your need to know everything.

Quero Fugir!!!

Quero fugir de tudo e todos!!!
Quero fugir desta dor
Que me prende os membros nos lodos!
Quero fugir por favoooorrrr!!!

Não posso olhar para o que me rodeia,
Sinto que tudo me odeia
No âmago da minha existência!
Horrivel e cruel prevelência
Nesta Vida Tão no início
Mas qua já pede suplício!...

Tudo me mete medo!
Tudo me faz chorar!,
Tudo se me mostra negro
Na Tentativa de me mostrar!

Não consigo esconder o que vai cá dentro,
Um tormentoso e indiscritível rodopiar
De sentimentos quebrados...
Pedaços de mim no chão molhados...

Castelo de cartas antes aprazível,
Agora apenas um aglomerado aleatório
De rimas perdidas, reis sem cabeça
Rainhas defuntas e ases já destrunfados....

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

domingo, 18 de janeiro de 2009

Rendez-vous



Um encontro à beira-mar,
Um Desejo escondido
Em peito não mais sofrido,
Pronto para o verbo conjugar
Na primeira pessoa do singular
Respeitante à primeira do plural
Nunca esquecendo a primeira vogal.

Conjugando as Flores
Com sentimentos abstractos,
Relatando sem sofrimento alguns factos
Que dão à Vida mais cores,
Alegrando mais esse pôr do sol
Pedindo ao tempo um passo de caracol...
Ou um toque de complexidade
Em Orquídeas negras de verdade

Levo nos meus olhos os teus,
Fechando-os recordo-os da presença
De outro dia... Em nada se pensa
Levando apenas a lembrança,
Quem sabe no futuro uma esperança!...

Um perfume...
Uma imagem...
Dedos tocando essa aragem
Dando alento a este lume!
Um contorno...
Uma melodia...
Espera-se um retorno,
...Um rendez-vous num futuro dia!

(música por Yann Tiersen - "First rendez-vous")

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Tatuagem...

Por Deus tenho um guia
Na benevolência da minha Vida,
Com os outros na emoção sentida
Profundamente, à sua guarda
Até que me apercebi que mais queria:
Amor às cousas grandes e pequenas
Da nossa vivência, cantando poemas
E músicas conjurando profundos lemas...
Sentir que a perda é constante no tempo
Mas trazendo sempre felicidade num futuro momento
Olhando melhor, pensando com o coração,
Sei que o Amor é benevolente em mim,
Sei que o poema transmite a emoção, sim
Sei que a perda é parte da minha protecção!
Esta tatuagem, mais que física e material
É lembrete do meu memorial
Ao que em mim existe,
Ao que na minha mente e coração persiste!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Estúpido...

Se a estupidez fosse cargo,
Seria o chefe desta m€rda toda!!!
Implementaria um embargo
A tudo inteligente! Oh que "safod@"!!!

Se a parvoísse ocasional proliferasse
Dentro de mim, Seria como agora,
Um "macanfúnzio" que não vê a hora
Do Silêncio terapêutico se, de repente, se enforcasse!

Oh Estúpido!... Reles e pseudo-artista!
"Vai mas é dedicar-te ao teatro de revista!"
"Faz de bôbo da corte do Rei que morreu"
Mas que o povo, também estúpido, não esqueceu!

Bolas!
Venha a inteligência de volta:
Mostra-me o bom que tenho!
Mostra-me o bom a que venho,
Que será meu sem necessidade de escolta!

Oh Estúpido!
Sê firme e leal a ti próprio!
Mantém a segura lucidez
Que te caracteriza por seres sóbrio!
Um mero caçador de ideiais e utopias, amores e alegrias!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Recomeçar

Inevitavelmente... Dizem,
Que tudo recomeçará friamente...
Por favor! Os incautos avisem!
Essa ideia não é tão somente
Um engodo para a nossa mente
Exigir um balanço do que se vive!

Hoje, fazer parte da Humanidade livre
É desafio ao preconceito do passado,
Não porque foi mau...
Sim para não ser um fado
Recomeçado como novo fardo!

Recomeçar? Reiniciar? Festejar
O que virá nos tempos futuros
Dos nossos actos presentes?
Agora sorrio com desdém!
Outrora não imaginava "muros",
Nem felicidades ausentes,
Nem desgraças de ninguém...

É sem dúvida um marco...
O festejo de mais um dia de Vida
Neste oceano onde nós somos o barco
Sujeito aos caprixos da maré esquecida
Das águas indomáveis,
Tornando cada momento
Em muito mais que um tormento,
Diversão, ou vivências inefáveis!...