quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Metades

Subindo a ladeira da Vida
Com altos e baixos sofridos,
Por vezes com alma ferida…
Sempre a incerteza de tempos idos…

Empurrões salteados e rasteiras
Previstas, sempre caímos em nós
Sem ninguém nas esteiras
Ou ouvintes da nossa voz…

Há quem nos diga o que fazer
Mas não conhecem a vontade de viver
Minha, que preconiza a metade perdida
E faz a alma triste, incompleta e sentida.

Sonho acordado com a metade imaginada
Na minha esperança, completando-me!

Encontrei! Não me quero enganar
Reconheço, enfim, a completa metade!
A ladeira torna-se mais aprazível flutuando no ar,
Evitam-se obstáculos que a alma sabe,
Erguem-se morais de quedas desprezíveis…

Sinto forças de outros mundos,
Desejos verdadeiros de superar
O verbo chorar, sofrer, e isolar.
Vejo sentimentos mudos,
Na acção do verdadeiro Amor,
Afastando o medo, o escuro, e a dor.

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