sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Indefinição

Olho hoje para o mar.
Tento saborear antigos sabores.
Mas não sabem ao mesmo, não são doces.
O céu, o sol, a lua, a noite, o vaguear...
Sinto que sentimento de indefinição
Agora é geral, não sei de nada,
Nem mesmo para onde me leva a estrada!
Nem acredito que ainda tenha coração...


Aprendi a sentir como se vive
A noção de estar livre
Aprendi a Amar, acarinhar, preocupar,
Saber que o Mundo não ia acabar.
Mas é inevitável!, esta indefinição
Preocupa-me. É legítimo, não?


Tento seguir ideias, alimentar esperanças,
Decerto tudo acabará bem... Mas como?
Como disfarço a amargura que me consome?
Como ver com saudade sem tristeza as lembranças?
Como tirar o aperto, sorrir, esquecer o que me absorve?

Alguém que me diga que é questão
De tempo ido, de pessoas novas conhecidas,
Experiências bem vividas,
Ocupar de novo o coração...
Engane-se!!! Não é!

Eu sei que há cousas piores...
Resta-me não procurar e deixar-me encontrar
Seja para a felicidade voltar de novo
Ou para aprender de novo a amar...

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