Reflexos teus de tons quentes
Banham os meus olhos
Com imagens de uma tarde de domingo.
Olho com tempo para outros assistentes
E vejo agora com outros olhos
O que eu queria para mim, o que eu sinto.
Vejo reflexos de sol neste mar.
Eu sei que vão com eles flutuações
Da Luz de muitos olhares e corações
De quem sabe sentir, de quem sabe olhar.
Só quem não sabe o que vejo
É quem nunca sentiu um beijo,
Nem mesmo aquele que se pode imaginar.
Olho para a finitude do horizonte,
Apercebendo-me da luz que se esconde
Entre marés e ondas do inevitável,
Digo baixinho para não se ouvir:
“Isto até podia ser mais inefável”…
…Resta-me esperar para te ver sorrir
Reflexos na areia, gozando comigo…
São só um par de pegadas marcadas,
Mas são caminho de horas adiadas
Para o teu destino, o qual só eu sigo.
Reflexos… Inundam-me o olhar.
Espero um dia contigo os partilhar.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Reflexos
domingo, 29 de março de 2009
Deixa a luz acesa…
Por favor, deixa a luz acesa…
Deixa-me ser levado por ti
Para mundos que ainda não vi
Mantendo sempre a tua leveza
De rosto que não vi, senti, toquei…
Ainda não apagaste a luz… eu sei…
Deixa a luz ondular à brisa calma,
Numa noite só minha e tua,
Seja pelo jardim ou na rua,
Louvando umas núpcias de alma.
Bem sei que tu queres outra lei…
A luz da lei da Razão… eu sei…
Deixa-me sentir-te na dança
Da chama nua, só tua e inocente,
Como criança que brinca, indigente
No que quer, mas confiante do que alcança.
Bem conheço o teu platónico actual…
Desejo levar a um plano mais astral!
Olha a luz que arde com timidez,
Tremida com o que de nós não sabe,
Esclarecer não é a ela que cabe…
Só pretendo deixar a vela acesa uma vez.
Tu sabes o que de mim existe:
A Vela, a Luz, a constância, e tudo o que já viste
Vais deixar a luz acesa?
Vais alimenta-la com alguma certeza?
Outra questão também ficou:
“Será que devo?” respondes tu…
sexta-feira, 27 de março de 2009
Ciência Picante!!!
Bem, só para alegrar o pessoal!
Eu concordo com as teorias do Einstein, e aqui está a prova. Ele teve o cuidado de explicar isto mesmo antes de morrer.
Ele não teve só uma mulher… Infiel… tss tss tss…
Mas para vos mostrar que há sempre alguém a querer lixar-nos o trabalho que tivemos durante toda a semana, com os cuidados todos, com tudo formatadinho… enfim, um trabalho científico muito bem feito! Mas como sempre… tem de haver m€rd@ quando a microsoft se mete no meio mais o seu famoso clip do word…
Isto foi o que ele me disse no ecrân quando carreguei no botão para gravar:
GRRRRrrrrrr!!! LOL!!! =D Life sucks!
(Qualquer semelhança com a vossa realidade ou mesmo a minha é pura coincidência… por favor não me melguem o juizo! =P )
Espero ter feito rir alguém por aí na blogoesfera!
Um bem haja a todos!
quarta-feira, 25 de março de 2009
Vulnerável
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Corro em estradas imaginadas
E outras bem reais deste meu viver
Corrido em pensamentos e sensações, onde o ser
Verdadeiro é colocado à prova nas minhas jornadas
Julgo saber a relatividade do risco
Das minhas acções e desejos, num misto
De “Querer Ser” e “Saber Viver”… Não é mentira
O que sinto nem tão pouco o que raciocino,
Sobre o que neste Mundo gira
Ou mesmo do que faz acontecer no inteligível e seu domínio
De facto entrego-me ao que gosto,
Adoro, Amo… Entrego-me ao que não afasto
Com a vontade, ou sinto que quero…
Nunca serei de preconceitos, um homem austero!
Por isso deixo a sombra da dúvida,
Deixo, quanto baste, a minha inteligência lúcida.
Como quem tem medo da vulnerabilidade
De ser um dia contrariado pela estranha realidade
Desta sociedade, que engana quem escolhe
A genuinidade como bandeira e hino…
Mas com esses estalos eu não definho!
Entrego-me a quem me acolhe,
Ao que, na minha plenitude, me realiza!
Não espero a falácia do destino,
Pois o meu futuro, sou eu quem o concretiza!
Deixo-me docilmente e com relativa
Prudência, num peculiar estado vulnerável,
Não procurando a felicidade que é sempre esquiva,
Mas deixando-me encontrar por quem é memorável!
Vulnerável?…
Ainda bem!
domingo, 22 de março de 2009
Caminhos Altos
Passo a noite com os olhos fixos
No que me dizem com dor de estalo
Com sentimentos e razões de vários tipos
Calando as palavras que falo…
Sigo a linha do horizonte de horas altas
Em caminhos altos… Pensando no vazio das faltas
Que preenchem o caminho que percorro sem destino.
Faço e aconteço em tudo no que me defino.
Fecho os olhos por momentos…
Ouço apenas a companhia do asfalto,
Segredando-me luzes distantes neste palco
De solitários pensamentos…
Verdes, vermelhos, brancos, amarelos, de contraste sem fim…
Passam por mim a velocidade constante.
Não sou eu que me movo neste instante,
É sim a paisagem que passa por mim.
Erros chorando redenção
Não! Eu não sei o que me deu
Não sei porque aqui dentro me doeu
Arrancando os cabelos que não me dizem nada
Atiro-os com raiva pelo fundo da escada.
Revolto-me na cama de hotel vazia,
Rasgo os lençóis lacrimais e
Rasgo o meu pijama que não quero mais...
O que eu queria agora e eu naturalmente não permitia.
Olhos para os meus erros inconscientes
E clamo ao juiz que e dê a sentença....
Aqui parece que já não há sentido de pertença...
Valem agora as estóicas mentes.
Como a minha....
Com saudades do que tinha!....
E o poeta chorar sem fingir...
chora de amargura... de quem quer fugir....
sábado, 21 de março de 2009
"Carta" pelos Toranja
Caramba!... A lucidez é uma cousa tão estúpida!

