terça-feira, 14 de outubro de 2008

Sol de Outono

Amanhecer na protecção
Da noite bela que já foi meu lençol,
Sentindo a humidade, esperando o Sol
Que não tarda em aquecer meu coração.
A bela madrugada é interrompida
Por passaros vagabundos na janela
Entreaberta na minha alma despida.
Chamam-me para fora da cela
Que não me prende na imaginação,
Liberta-me para o amanhecer
Solarengo da minha privação:
O sentir, o amar, o sorrir sem esmorecer!

Este esplendor do Sol de Outono
Sobe no céu que outrora era frio,
Tirando-me do abandono,
Estimulando a beleza que eu crio
Neste momento de nenhuma verdade...
Não é nenhuma mentira paradoxal.
Não é esta a arte em que tudo vale.
É sim o cantar de alguma felicidade!

2 comentários:

tanya disse...

Muito bonito henrique. Acho que consegui sentir também esse sol de outono só pelas tuas palavras :)

Beijinhos*

Sandrine disse...

Gostei muito deste poema, quase parecia que estava lá. Qualquer dia, ainda vais ser celebre com teus poemas. Deixo-te esta frase que me inspirou esta tarde: “O futuro pertence aqueles que
acreditam na beleza de seus sonhos.” de Eleonor Roosevelt