domingo, 31 de janeiro de 2010

Narcolepsia

No passado, um momento à deriva
Num sopro de sono mal sarado,
Leva-me ao desespero da Insónia na ferida,
À ansiedade desesperante do que está errado.
Lutava contra a vigília imutável
Que me assombrava em horas nocturnas,
Tornava as memórias vastamente taciturnas
Como uma tela preta incontestável…

Agora… Agora é a antítese, para meu mal,
O desespero ao contrário!
A Narcolepsia torna-me otário!
É algo em que eu quero colocar “sal”
E purgar para não mais aparecer!
…Não existe vigília certa,
Anda tudo discordante,
Não há dia, nem noite reconfortante…
Continuando assim, temo que a sanidade se perca…
Não há música…
Não há sons ou alarmes…
Não há sonhos…
Não há palavras…
Não há rotinas necessárias…
Não há pessoas…
Não há nada!…

Só eu, e o sono profundo…

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