terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Caverna

"Há luz à saida da caverna"
Dizem-me em tom
De experiência, como lanterna
De alguém que tem um dom.


Julgo saber o abstracto
Do sentido da Vida
Assumindo o facto
De uma vivência merecida.
Apoio-me em filósofos falecidos
E mentes brilhantes,
Ditando-me pensamentos exultantes
De factos sublimes, indefinidos
Na realidade que é minha:
Única, inefável, graciosa,
Sentida, mas que agora definha...

Obstáculos, muros mentais,
Preconceitos e suas mentes muito iguais,
Gente que critica para desmoralizar,
Outras atitudes que deixam muito a desejar...
Tudo isto faz parte do meu Mundo,
Tudo isto me deixa invariavelmente mudo!
Mudo, pois o espanto é demasiado,
Deixam-me malogrado...

Refugio-me numa cova
Esperando uma prova
De que vale a pena sair e enfrentar
A luz que tanto me quer condenar!
A caverna tornou-se gélida
Ao meu coração jovem e ousado,
Deram-me transparência pérfida
Aos olhos de quem é justificado
Pela insensatez de não sentir!
Imposição pela sociedade que evita rir,
Chorar, partilhar...

Pudesse eu mostar esta caverna...
Pudesse eu iluminar as paredes escritas
Aos demais que fecham os olhos na claridade,
Abrindo os olhos à palavra eterna
Que eu busco na dura Verdade
Da Vida... Cousas já sentidas e ditas...
Outras que me restam viver...
Porventura será no dia que sair
Desta caverna, que irei sentir
Nos olhos a Luz que me deixaria realmente ver!

2 comentários:

tanya disse...

Sai da caverna...
beijinhos

RACTOR disse...

"Refugio-me numa cova
Esperando uma prova
De que vale a pena sair e enfrentar
A luz que tanto me quer condenar!"

Gosto imenso desta rima. Parece saida do principezinho. :)