segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Movimento perpétuo

Ciclo a ciclo, neste movimento
Eterno ao sabor da Vida, julgou
Ele saber que o sofrimento,
Alegria, e sublimes conceitos que amou
No quotidiano das horas passadas,
Não eram mais que passagens
E estradas que são agora ignoradas
No sentido que leva o tempo em viagens,
personagens e contos de fadas.

Porque a vida é feita de emoções,
Onde aparecem sempre ladrões
Que nos levam o mais precioso
No movimento perpétuo deste Rio, cioso
Do ritmo que marca a cadência
Da Vida! Julgou ele saber que intransigência
É adjectivo daquilo que se vive...
Julgou ele, esta ser a concreta ciência
Da predestinação do que não viveu...
Pensa que viverá o que ainda não morreu

O ciclo eventualmente recomeça
No drama de uma nova peça...
Ele julga que não o é...
"É tudo uma questão de fé!"
Repete consigo, iludindo a austeridade
Do tempo que não espera
Que ele repare na gélida Verdade
Do movimento perpetuado na boca da Fera!

Oh cega estupidez!
Ele julga que a Vida não se repete,
Quando tal é, nos erros que comete!
Dura, insensível e estúpida lucidez...

1 comentário:

Inês disse...

intenso....