
Lá dizia o meu amigo Seneca
"Não esperançar sem dúvida,
Não duvidar sem esperança"...
Sei que com isso tenho de ter a mente lúcida,
Para que não posso ter demasiada confiança
No futuro próximo e mesmo no presente...
A Vida tem de ser vivida conscientemente.
Esta ambígua consciência
Não é relativa apenas ao Pensar.
Não é exclusivo do Sentir ou Amar.
Por favor... Tenham paciência...
Mas o que queriam vocês de mim?
Já sabem a minha multiplicidade,
Conhecem os meus gostos abrangentes,
Conhecem-me ao pormenor da Verdade
Até os meus defeitos mais adstringentes...
Fico assim a pensar, em romanos e helénicos,
Refugiando-me por vezes no sentir
De uma "Für Elise", ou perfumes fénicos
De um incenso que me ofereceu este "dormir"
Dentro de mim...
Não! Não é o meu fim...
Não estou doido! Não estou louco!
Embora na magnitude das minhas facetas
Seja de tudo um pouco...
É mau?... Deverei juntar-me aos ascetas
E outros eremitas para conhecer a Verdade
Humana, longe de todos os valores humanos,
Renegando os prazeres mundanos
E atingindo a plenitude da consciencia da Realidade?
Dúvidas... Quem não as tem?
Fui críptico até mesmo para mim...
Só sei que tenho de me obrigar a pensar
Quando sou positivista até na incerteza,
Quase como exercício mental...
Não mais que isso.
Seneca tem razão, mas acrescento um sorriso no fim!
:)