terça-feira, 28 de abril de 2009
Acordar do Coma...
Corpo dormente e alma adormecida...
Vida em ilusões de Vida despida
Num contraste de sentir que não se sente,
Onde até o nosso corpo inacreditavelmente
Mente...
Um baque surdo no chão...
Um esvanecer de um não.
Adormeci...
Esqueci...
Por um bem superior,
Talvez um futuro redentor.
Julguei ser um sonho, um estar
Sereno nas emoções e razões.
Mentira... Longe estive de meu lar,
Rodeado de tigres e leões...
"Abre os teus olhos..."
Abro a custo... Levo estalo na face
Do que sou e inevitavelmente fiz.
Olho em frente e vejo algo feliz!
Um fardo saído de cima, um Sol que me aquece
Saúdo-te Sol! Fere os meus olhos!
Mostra-me esse teu calor
Esse teu doce e terno ardor
Que me acordou da dormência,
Que me evitou entrar em demência...
Esses teus olhar... Doce...
Essa tua voz... que me dá a mão...
Mostra-me merecedor de um futuro que fosse
Meu!... Aquece-me como eterno Verão!
Sorrio frente a um Sorriso!
Olho mais em frente
Ainda mais prudente,
Surpreendido com o que vem sem aviso!
"Já abri os olhos!..."
Obrigado!
terça-feira, 21 de abril de 2009
Muralhas…
Sinto as arestas polidas
De fortificação sempre recente,
De dor e engano construídas
Para defesa de coração e mente.
Sinto o medo de quem lá vive,
Atrás das muralhas onde já estive...
Nas minhas muralhas já abri alguns portões,
Embora também tenha medo de ladrões!
Já sorri e chorei empoleirado
Em ameias dos meus sentimentos,
Defendendo-me do exército empoeirado
Querendo dar-me alguns tormentos.
Alguns conseguiram, outros não.
Outros tentaram e lutaram em vão.
Eu chorei e construi novas muralhas
Para me proteger de algumas falhas.
Mas dou por mim de tempos a tempos
A derrubar pedra e argamassa,
Pois as lições aprendidas a passos lentos
Tão marcadas em tantos tentos.
Não interessa o número de muralhas que faça...
Podem haver pessoas de bem à porta de minha casa.
Sorrio ao ver outros castelos no ar,
Construídos com pedras iguais!
Mostro também as minhas ruínas sem par,
Com alguns portões de pé!...
Pois como quase tudo na Vida,
É uma questão de fé.
Porque medo toda a gente tem…
Porque a Vida vive-se aprendendo lições,
Todas as muralhas eventualmente se derrubam
Para ficarem simples recordações,
Reminiscências do que já interiorizámos:
Para a próxima já sabemos o que realmente queremos!
Ad Lucem!
A Luz!
Para a Luz, dirigindo quem está in absentia do seu intento, justapondo apenas alguns factos que ferem o olhar e desonram o Ser Humano; Encontram-se os Homens que buscam a logos major da Existência enquanto seres responsáveis pelas suas opções e decisões, tentando compreender a ciência das suas responsabilidades.
Há quem tenha a Missão, outros o capricho, outros a apetência e ainda outros que têm o capricho da apetência pela Missão (qual deturpação do seu nobre significado).
Há quem tenha medo, mas tanto medo que se refugiam (e com a razão a seu lado) em castelos no ar, pois não passam de gatos escaldados que da água fria têm medo: Horrescit gelidas felis adustus aquas…
O Sábio diria “Nosce te ipsum” a quem não se conhece a si próprio, acabando com um “Oculus animi index”, Porque os nossos olhos serão sempre a janela da nossa alma, e só de nós depende avistar a Luz que rasga a escuridão do dúbio e incerto.
As janelas que nos trazem a Luz sempre lá estiveram. Nós é que, vivendo no nosso umbigo, ainda não olhamos para elas e nos apercebemos que de facto não há escuridão. A Escuridão é fabricada pelo Homem!
Bem hajam! =)
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Em breve...
Isto de respirar, tem muito que se lhe diga...
Saber reconhecer as dádivas diárias... É beber
Arte, Beleza, Emoção, Razão em Plenitude de Alma Viva!
Porque viver o dia
Como se fosse o primeiro,
É paz e felicidade que queria
Neste mundo calculista e matreiro.
Porque esperar o amanhã
É um luxo ao qual estou habituado,
Como doce fruto de Verão
Na sombra de sol médio e torrado:
Um prazer para o coração.
Porque a Vida ensinou a apreciar
As dificuldades e a abraçar
As virtudes, porque existem lições
Sempre a nos colocar em boca de leões,
Ou a nos levar em braços de anjos
Alimentados por infinitos beijos!
Porque Conheci, Porque Apreciei,
Porque de certa forma, Vivi,
E cheguei à conclusão de que Adorei...
Vejo-te em breve! =)
sábado, 18 de abril de 2009
Eu, em 33 respostas
Em resposta ao desafio lançado pela Mona Lisa no seu blog, aqui vão umas perguntas e respectivas respostas, supostamente para esclarecer quem não me conhece em 33 itens. Não obstante, devo avisar que jamais serei reduzido a estes 33 itens como factos absolutos e finitos sobre a minha pessoa.
1)- Nome?
Henrique Pereira
2)- Porque lhe deram esse nome?
Perguntem aos meus pais, mas o que sei é que estive para me chamar Afonso, queria minha mãe por capricho, mas ela decidiu homenagear o meu pai propondo o segundo nome do meu pai (Manuel Henrique de A. P.). Isto tudo também porque na Universidade de Coimbra toda a gente tratava o meu pai por Henrique, e a minha mãe teimava em trata-lo por “Manel”. Logo o meu nome apareceu não só como homenagem mas também por pirraça.
3)- Você faz pedidos às estrelas?
AHAHAHAH… Por favor… Get real! Mas já houve o tempo em que olhava de outra forma para as estrelas como quem “quase” pedia desejos.
4)-Quando foi a última vez que chorou?
Um homem não chora. Mas a última foi quando a F.G. faleceu e me lembrei do sorriso dela para mim 2 dias antes e a expressão “ai filho… Estou gorda e feia, esta hidrocortisona está a dar cabo da linha. Obrigado por estares aqui, tu e o resto do pessoal!”.
5)- Gosta da sua letra?
Não tenho opinião sobre a minha letra, mas até não desgosto.
6)- Gosta de pão com o quê?
Queijo fresco, alface, tomate, oregãos e salmão. O pão se for de cereais fica a matar, e de vez em quando meto um pouco de “sour cream”
7)- Quantos filhos tem?
None, whatsoever… Tudo a seu tempo, até porque gostava de ser pai: babado e dedicado.
8)- Se fosse outra pessoa seria seu amigo?
Obviamente!
9)- Saltaria de bungee-jump?
Uhm… Acho que não… Preferia talvez Sky Diving, mas não faço disso uma cousa obrigatória na minha Vida.
10)- Desamarra os sapatos antes de tirá-los?
Não.
11)- Acreditas que és uma pessoa forte?
Sim! Não no sentido de levantar 200kg como quem levanta 2kg.
12)- Gelado favorito?
Straciattella (Häagen-Dazs. E alguns gelados da Emanha)
3)- Vermelho ou preto?
Gosto da combinação dos dois.
14)- O que menos gostas em ti?
Perfeccionismo. Ansiedade. Preocupação exagerada.
15)- O que mais gostas em ti?
Transparência, Sinceridade, Fidelidade. Muita dedicação, persistência e optimismo.
16)- De quem sente saudades?
De quem eu quero estar sempre presente.
17)- Descreva que roupa e calçado está a usar agora.
Jeans escuras, T-shirt lilás e preta. Tenho uns sapatos-ténis pretos.
18)- Qual foi a última coisa que comeu hoje?
Foram duas maçãs e uma taça de cereais (Às 3 ou 4 da manhã, já não me recordo da hora exacta), mas agora vou fazer o meu almoço: Salmão fresco com bróculos e batatas das pequenas no forno.
19)- O que está escutando agora?
O som do silêncio com alternância de chilrear de pássaros, o vento a passar nas árvores, e uma queda de chuva ocasional.
20)- A última pessoa com quem falou ao telefone?
Com o Pedro P. mesmo há uns 10 minutos atrás.
21)- Bebida favorita?
Depende da ocasião. Gosto tanto de um bom vinho às refeições como de água ou sumos no resto do dia. Devo admitir que tenho uma queda ENORME por chás!
22)- Comida?
A que é feita pela minha mãezinha e por mim. Mas de resto também não sou muito esquisito, desde que esteja bem confeccionado e por quem o confeccionou com toda a dedicação.
23)- Último filme que viu no cinema e com quem?
:( …Não me recordo… Juro! Já vai algum tempo…
24)- Dia favorito do ano?
Não tenho nenhum dia em especial… Talvez o dia em que esteja de férias e apreciar a Vida sem as responsabilidades do dia-a-dia.
25)- Inverno ou Verão?
Verão, Outono, Inverno, Primavera. Cada estação tem uma cousa, no mínimo, da qual eu gosto. Mas a única estação para a qual eu faço contagem decrescente é mesmo o Verão.
26)- Beijos ou abraços?
Indiferente. Gosto dos dois desde que sejam sentidos.
27)- Sobremesa favorita?
Salada de fruta ou simplesmente fruta.
28)- Que livro está a ler?
Estou a reler Isabel Allende “Retrato a Sépia” (tive de comprar outro porque o que tinha emprestei e ainda não mo devolveram) e a reler também Carl Sagan “Dragões do Eden”. De vez em quando vou lendo um conto ou outro de Edgar Alan Poe. Isto tudo enquanto tento adormecer e em dias alternados, e em meia hora da minha hora de almoço.
29)- O que tem na parede do seu quarto?
Um espelho, um quadro de um veleiro, uma caricatura minha de perfil, um poster de uma composição que um amigo meu fez (ele é arquitecto e tem muito jeito para artes gráficas) mais outra composição dele também com fotos do pessoal.
30)- Filmes favoritos?
Tantos… Cidade dos Anjos, Goodbye Lenine, O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, Amor Cão, 21 gramas, À Prova de Morte, Chocolate, O Estranho Mundo de Jack, Gladiador, Big Fish, Lost in Translation (O Amor é um Lugar Estranho), Shine – Simplesmente Genial, O Pianista, O Piano…
31)- Onde foi o lugar mais longe que já foi?
A minha imaginação optimista. Fisicamente o mais longe onde estive foi Londres.
32)- Uma música?
Todas! A música é muito especial para mim…
33)- Uma frase?
…Não Procures, Deixa-te Encontrar…
Bem, Sintam-se TODOS desafiados a fazer o mesmo que eu fiz! Tenho de ir fazer o meu almoço…
Bem hajam!
quarta-feira, 15 de abril de 2009
O Rapaz da Praia
Havia uma vez, um rapaz,
Que na sua singela paz e
Sincero na sua simplicidade,
Sem preocupação na idade,
Me dizia um dia almejar,
As cores do mundo pintar,
As melodias dos pássaros agarrar
Para um dia tudo mostrar.
Ele lá foi caminhando na areia
Despreocupado com a maré cheia
De obstáculos e preocupação
Que teimavam em lhe abrandar o coração.
Fiquei apreensivo...
Coloquei em causa a razão
E o sentimento que transbordava
A mente de quem é pensativo.
Coloquei em dúvida um "não",
Talvez um "sim"... Uma fé enganada?
Como podia o rapaz seguir caminho
Com tantos estalos, lágrimas e chuva,
Em direcção ao Sol, com promessa de carinho
E uma esperança ténue e turva?
...Continuou voltando-se para trás
Para se certificar que ainda lá estava
E esboçar um sorriso que teimava
Em me mostrar que não era desejo fugaz:
Era a sua fé e vontade inabalável
De concretizar os sonhos dos Homens.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Frio e Chuva
Ironia das ironias, fui lá fora arejar esta cabeça de vento, na esperança de fazer mais uma tábua rasa de alguns sentimentos confusos e estranhos. Senti um frio arrebatador que me empurrou de novo para casa, com ameaças de uns “choviscos” e algumas lágrimas no meu rosto.
Não! Eu consegui fazer com que não chovesse em mim e com que não chorasse na calçada! Mas meti-me à janela desta noite escura, fria e húmida. Contemplei as árvores dançando no chuveiro, os gatos e cães à procura de abrigo, a relva brilhando à luz do candeeiro e chuva que caía copiosamente na Terra de onde veio.
Sorrio e só me apetece morder o lábio! Como quem não quer desistir do belo que encontrou, mas que sabe que provavelmente não é para mim. Apercebo-me da definição de “Vontade” segundo o coração: Por muito que eu queira, há razões que nos levam tendencialmente para junto de quem realmente gostamos, porque é essa a nossa vontade. Podem cair governos, podem haver separações de fronteiras, pode cair o céu em cima de nós, porque nesse momento não há nada que nos demova! Ponto Final!
“E heis que ela bate no vidro, trazendo a saudade…” Pois sim… Traz a saudade… Traz-me a Vontade de não parar de lutar. Porque há cousas que eu também quero: Cheirar o teu perfume, ter-te ao meu lado, conversar até o infinito contigo, correr até ti, sorrir, chorar, ouvir os sons do mundo e conjecturar hipóteses acerca da existência do mesmo, filosofar acerca da Vida, partilhar, ouvir a tua voz como resposta… simplesmente estar.
Neste momento de noite fria e molhada, deixo o meu desejo de não desistir como estandarte da minha existência. Sou teimoso? Exagerado? Cego? Iludido? Nada conformado?…
Bem hajam…

